PREVENÇÃO:
PALAVRA CHAVE P/ GARANTIR SAÚDE FEMININA
Os registros de tumores de mama, ginecológicos e de pele, mais
freqüentes no público feminino, têm aumentado nos
últimos anos: necessidade de promover ações preventivas.
A comemoração do Dia Internacional da Mulher, no dia
08 de março, traz várias campanhas de homenagem a este
público e pode, também, ser considerado como o momento
ideal para lembrar a necessidade da prevenção de doenças
típicas femininas.
Segundo a médica oncologista Dra. Alice H. R.Garcia, da Oncocamp,
uma das melhores clínicas de Campinas especializadas em tratamento
de câncer, a melhor arma contra estas doenças é
a prevenção. “Quanto antes os tumores forem diagnosticados
mais fácil será o seu tratamento, daí a necessidade
da realização periódica de exames. Sabemos que
em 90% dos casos é a própria mulher quem descobre alterações
nas mama através do auto-exame”, completa.
No Brasil, o tumor de mama é a maior causa de morte por cancer
entre as mulheres, seguido do colo de útero. Somente em 1999
foram registrados 8.104 mortes decorrentes deste tipo de tumor. Segundo
dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), dos 337.535 novos
casos diagnosticados em 2002, o câncer de mama foi o principal,
atingindo mais de de 36.090 mulheres.
Dra. Alice lembra que geralmente, o câncer de mama se desenvolve
com mais freqüência em mulheres acima de 35 anos de idade
e leva em média oito anos para atingir um centímetro,
o que facilita sua disseminação para outro órgão
do corpo antes mesmo de ser diagnosticado. “As formas mais eficazes
para a descoberta precoce do cancer de mama são o exame clínico
e a mamografia, exames obrigatórios para mulheres acima de 40
anos de idade e que devem ser feitos regularmente. Se for observada
qualquer alteração essas mulheres devem procurar imediatamente
seu ginecologista e ou mastologista para verificar a presença
de lesão suspeita na mama”, detalha a médica.
Já o tumor de colo uterino está em terceiro lugar entre
os canceres femininos mais incidentes, perdendo apenas para o cancer
de pele (não melanoma) e de mama. É considerado de alta
incidência e mortalidade, mas possui tecnologia disponível
para a prevenção, detecção precoce e tratamento.
“Mesmo assim, continua atingindo as brasileiras com uma taxa de
mortalidade que não sofreu nenhuma queda nos últimos 20
anos”, afirma o médico Dr. Juvenal A Oliveira, também
oncologista da Oncocamp.
A doença evolui lentamente, em um período que pode chegar
até 10 anos. “Com os exames preventivos é possível
o diagnóstico de lesões pré-cancerosas e a intervenção
médica imediata impede seu curso, possibilitando o aumento de
sobrevida e cura”, explica o oncologista. “A conscientização
das mulheres sobre a necessidade de prevenção e conhecimento
de fatores de risco, é a solução para diminuir
as elevadas taxas de mortalidade e incidência”, alerta.
Os principais fatores de risco são inflamações
crônicas não tratadas, início de atividade sexual
precoce, (antes dos 16 anos), gestações múltiplas,
promiscuidade sexual, falta de higiene e doenças sexualmente
transmissíveis (DST). Atualmente estudos têm demonstrado
também que o hábito de fumar está relacionando
com um aumento na incidência deste tipo de câncer, o que
confirma a relação da doença com o estilo de vida.
“O esclarecimento de que este tipo de câncer pode ser
prevenido se forem realizados exames periódicos em todas as mulheres
que já iniciaram atividade sexual é muito importante para
evitar o aumento do número de casos”, adverte Dr. Juvenal.
O exame Papanicolau deve ser realizado periodicamente e é aceito
internacionalmente como o mais adequado para prevenção.
Neste exame, através de exame ginecológico o médico
coleta uma amostra da superfície do colo do útero com
um cotonete próprio para isso, e verifica no microscópio
a presença ou não de células malignas”, detalha.
O câncer de pele também possui alta incidência
entre a população feminina e é o segundo da lista.
Apesar de não apresentar alta mortalidade, esse tumor é
o que possui mais registro devido a vulnerabilidade da pele aos raios
solares. No ano de 2002 houve um registro de 337.535 casos, número
maior que em 2001.
“Trata-se de um tipo de tumor fácil de ser identificado
e tratado, o que contribui para o baixo índice de mortalidade.
As mulheres devem evitar cada vez mais o excesso de exposição
ao sol, que pode provocar manchas, sardas, pintas e envelhecimento precoce
além de tumor maligno”, explicam os oncologistas.
Os médicos destacam alguns cuidados que as mulheres devem tomar
para evitar ou detectar precocementre estas doenças:
Mama - diante do espelho observe:
- deformações ou alterações no formato
- abaulamentos ou retrações principalmente dos mamilos.
- feridas ao redor do mamilo
- mudança de cor ou do aspecto da pele.
Pele - quando sair de casa, lembre-se:
- use sempre protetor solar em todo corpo, mesmo em áreas não
expostas
- evite exposição ao sol entre as 10h e 16h
- procure sempre que possível usar chapéu, guarda-sol,
óculos escuros e filtros solares com fator de proteção
superior a 15.
- observe se pintas ou sinais de nascença não estão
mudando de aspecto, crescendo ou coçando
Colo uterino:
- procure um médico ginecologista periodicamente para realizar
seus exames
- evite um grande número de parceiros e faça sempre
sexo seguro (com camisinha)
- valorize seus sintomas procurando ajuda médica sempre que
notar algo errado com o seu corpo.
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